Photography © Edson - http://olhares.aeiou.pt/utilizadores/detalhes.php?id=2940Hoje, a caminho de casa fiquei fascinada com o brilho da lua cheia e cheguei á conclusão de que em momentos determinantes da minha vida ela esteve sempre presente.
Curiosa por perceber se havia alguma conexão, deparei-me com um artigo que falava sobre a ligação das mulheres com a lua.
O artigo defende a crença que "a aceitação da influência da lua em nossas vidas remonta as figurações arquetípicas do feminino e do materno, da ligação intrínseca com a natureza com o abandono ao devir, do simples, da força erótica, da doçura e da crueldade enfim da capacidade geradora do arquétipo feminino"
(1). Esta aceitação não é de modo nenhum pacífica, já que a mulher moderna se distanciou da contagem do seu ciclo menstrual segundo as fases lunares e consequentemente da ligação que possuía com este corpo celeste.
Restaurar esta ligação implica compreender a relação do corpo com as fases da lua, e ter em atenção que as mulheres oscilam entre dois ciclos, dependendo dos "seus objectivos, de suas emoções e ambições ou das circunstâncias ambientais e existenciais" (2).
Como curiosidade, deixo-vos a explicação dos dois ciclos:
Ciclo da Lua Branca - ovulação na lua cheia e menstruação na lua nova. Este ciclo potencializa "as suas energias criativas e nutridoras por meio da procriação" (2), presente na imagem da mãe dedicada.
Ciclo da Lua Vermelha - menstruação na lua cheia e ovulação na lua nova. Este ciclo, ligada à imagem da mulher bruxa, maga ou feiticeira, que utiliza a "sua energia sexual para fins mágicos e não somente procriativos"
(2). Apesar de ser pessoal a crença nos seus poderes, o fascínio pela Lua, ainda hoje se evidencia tanto nas superstições (lenda do lobisomem), como na religião, podendo reflectir-se até no próprio calendário (na China, ainda hoje se utiliza o calendário lunar).
Bibliografia: